sábado, 26 de novembro de 2011

A greve da PM e CB do MA

Ontem, dia 25, com a greve dos militares a Rua de Santana estava deserta e as lojas fechadas,a Rua grande quase ninguém andavam por lá.


As pessoas estão amedrontadas devido a violência que pode ocorrer. Cadê as providências do Governo? Até agora nada...

DNJ

A juventude da Arquidiocese de São Luís celebrou o seu Dia Nacional no Municipio de Rosário dia 06 de novembro. Este ano o tema foi Juventude e protagonismo feminino e o lema Jovens mulheres tecendo relações de vida.





A chegada das caravanas no municipio de Rosário foi bem calorosa, jovens no meio da estrada cantavam e saudavam com bandeiras a todos/as que iam chegando, a animação continuava quando entravamos no Ginasio Ferreirinha, muitos jovens dançavam no embalo do grupo musical da PJ de Presidente Juscelino.





O inicioda programação foi com a missa celebrado pelo paróco de Rosário(...), apesar de muito calor os jovens ficaram atentos a Palavra do pastor que com simplicidade segurou os jovens no ginasio, motivando-os para que continuassem após a missa, a celebração do seu dia.



O tema foi explanado pela assessora Enice, Zeny e Elenildes com falas e cartazes.



A programação continuou com a animação e intervalo para o almoço.



No retorno houve apresentação das foranias: São Francisco e Santa Clara, São Benedito e Santos Anjos de Guarda, além das Bandas Utopia e Fermento na Massa.



A caminha foi bem empolgante, além da animação os jovens estavam em sintonia com a Campanha Contra a violência e o exterminio de jovens, fazendo alguns minutos de silêncio pelas ruas de Rosário em memória a muitos jovens violentados e mortos em suas comunidades.





No fim, houve a entrega da cruz missionária para a Forania Santos Anjos de Guarda em memória a V missão Jovem que acontecerá na Paróquia de Santo Amaro, de 18 a 22de julho de2012. Essa cruz percorrerá todas as foranias da Arquidiocese em sinal de união, oração e compromisso com a V Missão Jovem. O paróco deu a bênção final e os jovens retornaram para suas casas.





O Dia nacional da juventude a cada ano fica mais empolgante, e este foi muito especial, contamos com a presença de 08 foranias, cerca de 2.000 jovens estiveram em Rosário celebrando o seu dia. Contamos também com a presença de vários padres, entre eles: da Forania São Benedito, Forania São Francisco e Santa Clara e Forania São Cristóvão. A Coordenação da PJ arquidiocesana está de parabéns,pois a cada ano a organização e a superação nas atividades nos faz acreditar e valorizar ainda mais a juventude.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Semana da Juventude Forania Nazaré

A coordenação da Juventude - Forania Nazaré- Convida você para celebrar o Dia Nacional da Juventude que acontecerá dia 30/10/2011 às 19h na Paróquia Sant'Ana - Angelim.

Este dia será comemorado com uma missa  e sua presença alegrará ainda mais esta atividade.

Espramos por você, até lá.

Seminário A Juventude quer Viver

A Coordenação da Pastoral da Juventude da Arquidiocese de São Luís está organizando um seminário como parte das ações de uma campanha nacional contra o exterminio e violência de jovens.

Este seminário "A Juventude quer Viver" acontecerá dia 28 e 29 de outubro na Paróquia Nossa Senhora dos Remedios, localizada na praça Gonçalves Dias.

Dia 28 iniciará às 18h com a mistica e apresentação da campanha encerrando com um coquetel.
Dia 29 iniciará ás 8h com a mística e em seguida serão utilizados os métodos VER, JULGAR e AGIR.

No método VER será resgatado o mapa da violência e como se organiza a campanha, já no método JULGAR teremos o confronto da realidade com a Palavra de Deus e por fim o Método AGIR onde os jovens presentes irão escolher ações que defenderá o direito a vida das juventudes, entre outos.

As ações escolhidas devem ser desenvolvidas pelas foranias, paróquias e comunidades para que após estes momentos possamos AVALIAR, REVER e CELEBRAR. 

É isso aí juventude!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A borboleta e a flor

Um homem de profunda fé,em uma de suas orações, pediu a Deus uma flor e uma borboleta. Deus então deu-lhe um cacto e uma lagarta.

Quando percebeu o que Deus havia lhe dado, ficou triste, e não compreendeu o que estava errado em seu pedido.

Pensou: deve ser porque Deus tem muita gente para atender, deve ter se enganado, trocado os pedidos... e por isso acabou se tranquilizando.

Alguns dias depois, o homem foi ver o seu pedido, já esquecido e abandonado num canto de seu quintal. Ao vê-lo, se espantou.

Do espinhoso e feio cacto nasceu uma flor muito bonita, especial, única. A horrivel lagarta também não existia mais, havia se transformado em uma radiante borboleta.

PADRE ZEZINHO E CANTORES DE DEUS - ORAÇÃO PELA FAMÍLIA

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

XVII Grito dos Excluídos - 07 de Setembro de 2011 - Vida em Primeiro Lugar

Orientações: Este roteiro de celebração serve de subsídio aos animadores e animadoras do Grito dos/as Excluídos/as, para ser usado na primeira semana de setembro, em celebrações ecumênicas, celebrações eucarísticas, atos públicos, entre outros. As leituras bíblicas são as da Eucaristia do dia 07 de setembro (quarta-feira), mas poderão ser usadas as do domingo anterior (exceto para as celebrações eucarísticas), dia 04 de setembro, bastando apenas fazer uma adaptação.

Celebrar com os/as excluídos/as, com os lutadores e lutadoras do povo é partilhar as lutas e esperanças; é escutar a diversidade; é atuar com criatividade no uso das simbologias e é, enfim, semear juntos a vida e a esperança em meio aos conflitos do momento presente.

Criando o ambiente: com a participação ativa dos grupos, preparar cartazes, faixas, painéis, lemas de Gritos anteriores, lembrando as principais bandeiras de nossa luta comum.

(Pode-se fazer uma procissão de entrada com este material)

1. Animador/a:

Mulher: (Dar boas vindas às comunidades, organizações e grupos presentes): Queridos amigos e amigas que vieram participar deste Grito dos/as Excluídos/as. Queridos irmãos, queridas irmãs estamos celebrando
em todo o Brasil o décimo sétimo Grito dos/as Excluídos/as, cujo lema é “Pela vida grita a terra... Por direitos, todos nós! Vamos repetir juntos este lema...

Homem: A Campanha da Fraternidade deste ano, com o lema “a criação geme em dores de parto” representou um grito em defesa do planeta e todas as formas de vida. Por isso, nosso grito deste ano é o grito do planeta terra, que está sendo devastado por um desenvolvimento predatório....

Mulher: Nosso grito é um grito por direitos, pois os seres humanos estão sendo desrespeitados em sua dignidade de filhos e filhas de Deus.

Homem: Nosso grito é um grito de anúncio, pois desde já tecemos uma grande rede, com fios de solidariedade, justiça, partilha, misericórdia, amor.

Animados e animadas na esperança de que estas nossas sementes não estão sendo plantadas em vão, cantemos...

(Procissão de entrada com seu canto).


2. Presidente da celebração

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Meus irmãos e irmãs; comunidades aqui presentes....

Esta celebração do Grito é muito importante para nós cristãos e pessoas de boa vontade! O próprio Jesus se tornou um excluído por se aproximar dos pobres, doentes, discriminados da sociedade. Sua Boa Notícia foi de libertação. Aliás, pagou com a própria vida por ter feito esta opção. Opção que desagradou autoridades de seu tempo.

Conosco não poderia ser diferente! Nem sempre somos compreendidos até por gente da própria casa, da própria Igreja. Como o apóstolo Paulo, somos caluniados e caluniadas, difamados e difamadas.

Estando em meio aos conflitos, anunciamos a Boa Notícia que liberta! Estando junto aos excluídos, desde já, presenciamos alguns sinais deste Reinado de Deus.

Assim, nós, nossas comunidades e organizações, somos eucaristia para o mundo. Oferecemos nesta celebração nossas vidas, nossas lutas, junto com Cristo, em alimento do mundo.

Hoje, Cristo diz a todos e todas que participam do Grito dos Excluídos: “No mundo vocês terão aflições! Coragem! Eu venci o mundo” (Jo 16,33b).


3. Ato Penitencial

Animador: Neste ato penitencial, vamos nos converter para melhor servir ao povo...

(uma pessoa trazendo num prato um punhado de terra – ou terra que é espalhada pelo chão).


L.1. Perdão, Senhor, por não escutar os gritos do planeta terra que agoniza. Estamos longe de viver uma vida simples, que cuida de todas as formas de vida. Estamos longe de denunciar os interesses econômicos que sugam nosso meio ambiente para gerar lucro. Estamos longe de nos envolver em ações políticas para mudar esta situação...

Senhor, tende piedade de nós! (Cantado: solo e coro).

(Uma pessoa com um jarro de água)


L.2. Perdão, Cristo, porque a água tornou-se mercadoria. Porque a água, dom de Deus, é separada para os interesses econômicos e cara para o povo. Perdão pela destruição dos rios, fontes, nascentes...

Jesus Cristo, tende piedade de nós! (Cantado: solo e coro).

(Uma pessoa com tocha ou vela acesa)


L.3. Perdão, Senhor, quando deixamos de acreditar que nossa luta por direitos tem o poder da pequena chama de fogo que irá acender a esperança.

Perdão Senhor, quando não acreditamos na mobilização dos trabalhadores das grandes obras, das fábricas, do serviço público...

Senhor, tende piedade de nós! (Cantado: solo e coro).


4. Glória

(sugestão: Cântico das Criaturas – Zé Vicente, podendo ser coreografado por grupos de crianças, jovens ou outros). (caso seja quarta feira, não é necessário glória)


5. Liturgia da Palavra

Sugestão para a procissão da Bíblia: a Palavra de Deus sendo trazida festivamente com pessoas dançando, expressando alegria. (podendo ser usado o próprio Lecionário, de onde serão proclamadas as leituras)

Animador/a: Neste momento, vamos receber a Palavra de Deus, nascida do chão da vida, no chão da terra. Palavra que denuncia e anuncia, que questiona e que anima. Luz no meio das trevas, fermento no meio da massa. Vamos receber a Palavra de Deus, cantando...


5.1. Primeira Leitura (Cl 3,1-11)

Leitura da Primeira Carta de Paulo aos Colossenses,

“Se vocês foram ressuscitados com Cristo, procurem as coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. Pensem nas coisas do alto, e não nas coisas da terra. Vocês estão mortos, e a vida de vocês está

escondida em Cristo em Deus. Quando Cristo se manifestar, ele que é a nossa vida, então vocês também se manifestarão com ele na glória.

Façam morrer aquilo que em vocês pertence à terra: fornicação, impureza, paixão, desejos maus e a cobiça de possuir, que é uma idolatria. Isso é o que atrai a ira de Deus sobre os rebeldes.

Outrora, vocês eram assim, quando viviam entre eles. Agora, porém, abandonem tudo isso: ira, raiva, maldade, maledicência e palavras obscenas, que saem da boca de vocês. Não mintam uns aos outros.

De fato, vocês foram despojados da pessoa velha e de suas ações, e se revestiram da pessoa nova que, através do conhecimento, vai se renovando à imagem do seu Criador. E aí já não há grego nem judeu, circunciso ou incircunciso, estrangeiro ou bárbaro, escravo ou livre, mas apenas Cristo, que é tudo em todos. “

Palavra do Senhor

Todos: Graças a Deus!


5.2 Salmo: Sl 144 (145),2-3. 10-11. 12-13ab (R. 9a)

Todos: O Senhor é muito bom para com todos. Todos os dias haverei de bendizer-vos, hei de louvar o vosso nome para sempre.

Grande é o Senhor e muito digno de louvores, e ninguém pode medir sua grandeza. Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, e os vossos santos com louvores vos bendigam!

Narrem à glória e o esplendor do vosso reino e saibam proclamar vosso poder! Para espalhar vossos prodígios entre as pessoas e o fulgor de vosso reino esplendoroso.

O vosso reino é um reino para sempre, vosso poder, de geração em geração.


5.3. Canto de aclamação ao Evangelho:

Viva a Bíblia, viva a Palavra de Deus (bis) É bom escutar o que Deus vai falar (bis)

É bom proclamar o que Deus vai falar (bis) É bom praticar o que Deus vai falar (bis)


5.4. Evangelho - Lucas 6,20-26

Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas

“Levantando os olhos para os discípulos, Jesus disse: «Felizes de vocês, os pobres, porque o Reino de Deus lhes pertence. Felizes de vocês que agora têm fome, porque serão saciados. Felizes de vocês que agora choram, porque hão de rir. Felizes de vocês se os homens os odeiam, se os expulsam, os insultam e amaldiçoam o nome de vocês, por causa do Filho do Homem. Alegremse nesse dia, pulem de alegria, pois será grande a recompensa de vocês no céu, porque era assim que os antepassados deles tratavam os profetas. Mas, ai de vocês, os ricos, porque já têm a sua consolação! Ai de vocês, que agora têm fartura, porque vão passar fome! Ai de vocês, que agora riem, porque vão ficar aflitos e irão chorar! Ai de vocês, se todos os elogiam, porque era assim que os antepassados deles tratavam os falsos profetas.»

Palavra da Salvação!

Todos: Glória a vós, Senhor!


5.5. Partilha da Palavra

(Podendo incluir depoimentos e fatos da vida).


6. Profissão de fé – Creio em Deus...


7. Oração da comunidade

Presidente da Celebração Eucarística: Elevemos nossas preces a Deus, confiantes em sua presença amorosa!


L1. Senhor, nosso Deus, guiai-nos com o vosso Espírito e não permitais que nos silenciemos diante do atual modelo de desenvolvimento e crescimento econômico, submisso ao capital financeiro nacional e internacional, que explora e destrói toda forma de vida. Rezemos ao Senhor.

Todos: Senhor escutai a nossa prece!


L.2. Senhor, coragem dos fracos, não deixeis que nos desanimemos na luta por verdadeiras políticas de inclusão, para além de reformas e políticas assistencialistas. Rezemos ao Senhor.

Todos: Senhor...


L.1. Senhor, criador do mundo novo, concedei o discernimento necessário às nossas comunidades e organizações, para que sigam tecendo sinais de profecia em meio aos conflitos e incompreensões.

Rezemos ao Senhor.

Todos: Senhor...


L.2. Senhor, força e luz dos profetas, daí-nos a capacidade e a força de nos unirmos a todas as pessoas “indignadas” do mundo, anunciadoras de alternativas contra a concentração da economia e destruição do planeta. Rezemos ao Senhor.

Todos: Senhor...

Outros pedidos...


8. Oferendas

Vamos oferecer a Deus o fruto da nossa criatividade, em defesa do planeta, em defesa de uma economia que coloque a dignidade da vida em primeiro lugar, em defesa do futuro de nossos povos.

(Sugestão para a procissão: instrumentos musicais, alimentos típicos, artesanatos, publicações alternativas, vestimentas, fotos de mártires da caminhada e outros. E, na Celebração Eucarística, em destaque, os dons do pão, do vinho e da água).

Canto...

(Se houver celebração Eucarística segue-se conforme os textos do missal).


9. Pai Nosso Ecumênico (Versão CONIC)

Pai Nosso, que estás no céu, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dá hoje. Perdoa as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal, pois teu é o Reino, o poder e a glória, para sempre. Amém!


10. Comunhão

(Caso tenha partilha de alimentos, deixar para o final em sinal de festa).


11. Ação de Graças

(Exceto se for na Celebração Eucarística - Sugestão: canto, acompanhado de uma coreografia, usando um globo)


12. Bênção final


13. Momento do Grito

(Se coincidir com o momento da celebração Eucarística)

Pela vida grita a Terra... Por direitos, todos nós!

Com frases, objetos, falas, cantos... Proclamar os gritos da terra... Proclamar os

gritos por direitos... Anunciar os compromissos...


14. Canto final

Ordem e Progresso ou a escolher

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Quarenta anos da Teologia da Libertação

por Leonardo Boff




Teologia da Libertação celebra neste ano de 2011 40 anos de existiencia. Em 1971 Gustavo Gutiérrez publicana no Peru seu livro fundador “Teologia da Libertação.Perspectivas”. Eu publicava também em 1971 em forma de artigos, numa revista de religiosas – Grande Sinal – para escapar da repressão militar o meu Jesus Cristo Libertador, depois lançado em livro. Ninguém sabia um do outro. Mas estávamos no mesmo espírito. Desde então surgiram três gerações de teólogos e teólogas que se inscrevem dentro da Teologia da Libertação. Hoje ela está em todos os continentes e representa um modo diferente de fazer teologia, a partir dos condenados da Terra e da periferia do mundo.Aqui vai um pequeno balanço destes 40 anos de prática e de reflexão libertadoras.

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A Teologia da Libertação participa da profecia de Simeão a respeito do menino (Jesus): ela será motivo de queda e de elevação, será um sinal de contradição (Lc 2,34). Efetivamente a Teologia da Libertação é uma teologia incomprendida, difamada, perseguida e condenada pelos poderes deste mundo. E com razão. Os poderes da economia e do mercado a condenam porque cometeu um crime para eles intolerável: optou por aqueles que estão fora do mercado e são zeros econômicos. Os poderes eclesiásticos a condenaram por cair numa “heresia”prática ao afirmar que o pobre pode ser construtor de uma nova sociedade e também de outro modelo de Igreja. Antes de ser pobre, ele é um oprimido ao qual a Igreja deveria sempre se associar em seu processo de libertação. Isso não é politizar a fé mas praticar uma evangelilzação que inclui também o político. Consequentemente, quem toma partido pelo pobre-oprimido sofre acusações e marginalizações por parte dos poderosos seja civis, seja religiosos.


Por outro lado, a Teologia da Libertação representa uma benção e uma boa nova para os pobres. Sentem que não estão sós, encontraram aliados que assumiram sua causa e suas lutas. Lamentam que o Vaticano e boa parte dos bispos e padres construam no canteiro de seus opressores e se esquecem que Jesus foi um operário e pobre e que morreu em consequência de suas opções libertárias a partir de sua relação para com o Deus da vida que sempre escuta o grito dos oprimidos.


De qualquer forma, numa perspectiva espiritual, é para um teólogo e uma teóloga comprometidos e perseguidos uma honra participar um pouco da paixão dos maltratados deste mundo.


1. A centralidade do pobre e do oprimido


O punctum stantis et cadentis da Teologia da Libertação é o pobre concreto, suas opressões, a degradação de suas vidas e os padecimentos sem conta que sofre. Sem o pobre e o oprimido não há Teologia da Libertação. Toda opressão clama por uma libertação. Por isso, onde há opressão concreta e real que toca a pele e faz sofrer o corpo e o espírito ai tem sentido lutar pela libertação. Herdeiros de um oprimido e de um executado na cruz, Jesus, os cristãos encontram em sua fé mil razões por estarem do lado dos oprimidos e junto com eles buscar a libertação. Por isso a marca registrada da Teologia da Libertação é agora e será até o juizo final: a opção pelos pobres contra sua pobreza e a favor de sua vida e liberdade.


A questão crucial e sempre aberta é esta: como anunciar que Deus é Pai e Mãe de bondade num mundo de miseráveis? Este anúncio só ganhará credibilidade se a fé cristã ajudar na libertação da miséria e da pobreza. Então tem sentido dizer que Deus é realmente Pai e Mãe de todos mas especialmente de seus filhos e filhas flagelados.


Como tirar os pobres-oprimidos da pobreza, não na direção da riqueza, mas da justiça? Esta é uma questão prática de ordem pedagógico-política. Identificamos três estratégias.


A primeira interpreta o pobre como aquele que não tem. Então faz-se mister mobilizar aqueles que têm para aliviar a vida dos que não têm. Desta estratégia nasceu o assistencialismo e o paternalismo. Ajuda mas mantém o pobre dependente e à mercê da boa vontade dos outros. A solução tem respiração curta.


A segunda interpreta o pobre como aquele que tem: tem força de trabalho, capacidade de aprendizado e habilidades. Importa formá-lo para que possa ingressar no mercado de trabalho e ganhar sua vida. Enquandra o pobre no processo produtivo, mas sem fazer uma crítica ao sistema social que explora sua força de trabalho e devasta a natureza, criando uma sociedade de desiguais, portanto, injusta. É uma solução que ajuda favorece o pobre, mas é insuficiente porque o mantém refém do sistema, sem libertá-lo de verdade.


A terceira interpreta o pobre como aquele que tem força histórica mas força para mudar o sistema de dominação por um outro mais igualitário, participativo e justo, onde o amor não seja tão difícil. Esta estratégia é libertária. Faz do pobre sujeito de sua libertação. A Teologia da Libertação, na esteira de Paulo Freire, assumiu e ajudou a formular esta estratégia. É uma solução adequada à superação da pobreza. Esse é o sentido de pobre da Teologia da Libertação.


Só podemos falar de libertação quando seu sujeito principal é o próprio oprimido; os demais entram como aliados, importantes, sem dúvida, para alargar as bases da libertação. E a Teologia da Libertação surge do momento em que se faz uma reflexão crítica à luz da mensagem da revelação desta libertação histórico-social.


2.Teologia da Libertação e movimentos por libertação


Entretanto, só entenderemos adequadamente a Teologia de Libertação se a situarmos para além do espaço eclesial e dentro do movimento histórico maior que varreu as sociedades ocidentais no final dos anos 60 do século passado. Um clamor por liberdade e libertação tomou conta dos jovens europeus, depois norte-americanos e por fim dos latino-americanos.


Em todos os âmbitos, na cultura, na política, nos hábitos na vida cotidina derrubaram-se esquemas tidos por opressivos. Como as igrejas estão dentro do mundo, membros numerosos delas foram tomados por este Weltgeist. Trouxeram para dentro das Igrejas tais anseios por libertação. Começaram a se perguntar: que contribuição nós cristãos e cristãs podemos dar a partir do capital específico da fé cristã, da mensagem de Jesus que se mostrou, segundo os evangelhos, libertador? Esta questão era colocada por cristãos e cristãs que já militavam politicamente nos meios populares e nos partidos que queriam a transformação da sociedade.


Acresce ainda o fato de que muitas Igrejas traduziram os apelos do Concilio Vaticano II de abertura ao mundo, para o contexto latinoamericano, como abertura para o sub-mundo e uma entrada no mundo dos pobres-oprimidos. Deste impulso, surgiram figuras proféticas, nasceram as CEBs, as pastorais sociais e o engajamento direto de grupos cristãos em movimentos políticos de libertação. Para muitos destes cristãos e cristãs e mesmo para uma significativa porção de pastores não se tratava mais de buscar o desenvolvimento. Este era entenddo como desenvolvimento do subdsenvolvimento, portanto, como uma opressão. Demandava, portanto, um projeto de libertação.


Portanto, a Teologia da Libertação não caiu do céu nem foi inventada por algum teólogo inspirado. Mas emergiu do bojo desse movimento maior mundial e latino-americano, por um lado político e por outro eclesial. Ela se propôs pensar as práticas eclesiais e políticas em curso à luz da Palavra da Revelação. Ela comparecia como palavra segunda, crítica e regrada, que remetia à palavra primeira que é a prática real junto e com os oprimidos. Alguns nomes seminais merecem ser aqui destacados que, por primeiro, captaram a relevância do momento histórico e souberam encontrar-lhe a fórmula adequada, Teologia da Libertação: Gustavo Gutiérrez do Peru, Juan Luiz Segundo do Uruguai, Hugo Asmann do Brasil e Enrique Dussel e Miguez Bonino, ambos da Argentina. Esta foi a primeira geração. Seguiram-se outras.


3. Os muitos rostos dos pobres e oprimidos


A Teologia da Libertação partiu diretamente dos pobres materiais, das classes oprimidas, dos povos desprezados como os indígenas, negros marginalizados, mulheres submetidas ao machismo, das religiões difamadas e outros portadores de estigmas sociais. Mas logo se deu conta de que pobres-oprimidos possuem muitos rostos e suas opressões são, cada vez, específicas. Não se pode falar de opressão-libertação de forma generalizada. Importa qualificar cada grupo e tomar a sério o tipo de opressão sofrida e sua correspondente libertação ansiada.


Desmascarou-se o sistema que subjaz a todas estas opressões, construido sobre o submetimento dos outros e da depredação da natureza. Dai a importância do diálogo que a Teologia da Libertação conduziu com a economia políica capitalista. De grande relevância crítica foi a releitura da história da América Latina a partir das vítimas, desocultando a perversidade de um projeto de invasão coletivo no qual o colono ou o militar vinha de braço dado com o missionário. Esse casamento incestuoso produziu, segundo o historiador Oswald Spengler, o maior genocídio da história. Até hoje nem as potências outrora coloniais nem a Igreja institucional tiveram a honradez de reconhecer esse crime histórico, muito menos de fazer qualquer gesto de reparação.


Sem entrar em detalhes, surgiram várias tendências dentro da mesma e única Teologia da Libertação: a feminista, a indígena, a negra, a das religiões, a da cultura, a da história e da ecologia. Logicamente, cada tendência se deu ao trabalho de conhecer de forma crítica e científica seu objeto, para poder retamente avaliá-lo e atuar sobre ele de forma libertadora à luz da fé.


4. Como fazer uma teologia de libertação


Aqui cabe uma palavra sobre o como fazer uma teologia que seja libertadora, quer dizer, cabe abordar o método da Teologia da Libertação. O método seja talvez uma de suas contribuições mais notáveis que este modo de fazer teologia trouxe ao quefazer teológico universal. Parte-se antes de mais nada de baixo, da realidade, a mais crua e dura possível, não de doutrinas, documentos pontifícios ou de textos bíblicos. Estes possuem a função de iluminação mas não de geração de pensamento e de práticas.


Face à pobreza e à miséria, a primeira reação foi, tipicamente, jesuânica, a do miserior super turbas, de compaixão que implica transportar-se à realidade do outro e sentir sua paixão. É aqui que se dá uma verdadeira experiência espiritual de encontro com aqueles que Bartolomeu de las Casas no México e Guamán Poma de Ayala no Peru chamavam de os Cristos flagelados da história. Há um encontro de puro espírito com o Cristo crucificado que quer ser baixado da cruz. Esta experiência espiritual de compaixão só é verdadeira se der origem a um segundo sentimento o de iracundia sagrada que se expessa: “isso não pode ser, é inaceitável e condenável; deve ser superado”.


Destes sentimentos surge imediatamente a vontade de fazer alguma coisa. É nesse momento que entra a racionalidade que nos ajuda a evitar enganos, fruto da boa vontade mas sem crítica. Sem análise corre-se o risco do assistencialismo e do mero reformismo que acabam por reforçar o sistema. O conhecimento dos mecanismos produtores da pobreza-opressão nos mostra a necesidade de uma transformação e libertação, portanto de algo novo e alternativo. Em seguida, buscam-se as mediações concretas que viabilizam a libertação, sempre tendo como protagonista principal o próprio pobre. Aqui entra a funcionar outra lógica, aquela das metas, das táticas e estratégias para alcançá-las, das alianças com outros grupos de apoio e da avaliação da correlação de forças, do juizo prudencial acerca da reação do sistema e de seus agentes e da possibilidade real de avanço. Alcançada a meta, vale a celebração e a festa que congraçam as pessoas, lhes conferem sentimento de pertença e do reconhecimento da própria força transformadora. Então constatam empiricamente que um fraco mais um fraco não são dois fracos, mas um forte, porque a união faz a força histórica transformadora.


Resumindo: estes são os passos metodológicos da Teologia a Libertação: (1) um encontro espiritual, vale dizer, uma experiência do Crucificado sofrendo nos crucificados. (2) uma indignação ética pela qual se condena e rejeita tal situação como desumana que reclama superação;(3) um ver atento que implica uma análise estrutural dos mecanismos produtores de pobreza-opressão; (4)um julgar crítico seja aos olhos da fé seja aos olhos da sã razão sobre o tipo de sociedade que temos, marcada por tantas injustiças e a urgência de transformá-la; (5) um agir eficaz que faz avançar o processo de libertação a partir dos oprimdiso; (5) um celebrar que é um festejar coletivo das vitórias alcançadas.


Esse método é usado na linguagem do cotidiano seja pelos meios populares que se organizam para resistir e
se libertar, seja pelos grupos intermediários dos agentes de pastoral, de padres, bispos, religiosos e religiosas e leigos e leigas cujo discurso é mais elaborado, seja pelos próprios teólogos que buscam rigor e severidade no discurso.


5. Contribuições da Teologia da Libertação para a teologia universal


A Teologia da Libertação, por causa da perspectiva dos pobres que assumiu, revelou dimensões diferentes e até novas da mensagem da revelação. Em primeiro lugar, ela propiciou a reapropriação da Palavra de Deus pelos pobres. Em suas comunidades e círculos bíblicos aprenderam comparar página da Bíblia com a página da vida e dai tirar consequências para sua prática cotidiana. Lendo os Evangelhos e se confrontando com o Jesus de Nazaré, artesão, factotum e campones mediterrâno, perceberam a contradição entre a condição pobre de Jesus e a riqueza da grande instituição Igreja. Esta está mais próxima do palácio de Herodes do que da gruta de Belém. Com respeito aprenderam a fazer suas críticas ao exerício centralizado do poder na Igreja e ao fechamento doutrinal face a questões importantes para a sociedade como é a moral familiar e sexual.


A Teologia da Libertação nos fez descobrir Deus como o Deus da vida, o Pai e Padrinho dos pobres e humildes. A partir de sua essência, como vida, se sente atraido pelos que menos vida têm. Deixa sua transcendência e se curva para dizer:”ouvi a opressão de meu povo…desci para libertá-lo”(Ex 3,7). A opção pelos pobres encontra seu fundamento na própria natureza de Deus-vida.


Revelou-nos também a Jesus como libertador. Ele é libertador, não porque assim o chamam os teólogos da libertação, mas por causa do testemunho dos Apóstolos. Ele libertou do pecado mas também da doença, da fome e da morte. Jesus não morreu. Foi assassinado porque viveu uma prática libertária que ofendia as convenções e tradições da época. Anunciou uma proposta – o Reino de Deus – que implicava uma revolução em todas as relações; não apenas entre Deus e os seres humanos, mas também na sociedade e nos cosmos. O Reino de Deus se contrapunha ao Reino de César, o que representava um ato político de lesa-majestade. O Imperador revindicava para si o título de Deus e até de “Deus de Deus”, coisa que o credo cristão mais tarde atribuirá a Cristo. A ressurreição, ao lado de outros significados, emerge como a inauguração do “novissimus Adam”(1Cor 15,45), como uma “revolução na evolução”.


Permitiu-nos identificar em Maria, não apenas aquela humilde serva do Senhor que diz fiat mas a profetiza que clama pelo Deus Go’El, o vingador dos injustiçados, aquele que derruba dos tronos os poderosos e eleva os humildes (Lc 1, 51-52). Ela clarificou também a missão da Igreja que é atualizar permanentemente, para os tempos e lugares diferentes, a gesta libertadora de Jesus e manter vivo seu sonho de um Reino de Deus que começa pelos últimos, os pobres e excluidos e que se estende até à criação inteira será finalmente resgatada, onde vige a justiça, o amor incondicional, o perdão e a paz perene.


6. A Teologia da Libertação como revolução espiritual


As reflexões que acabamos de fazer nos permitem dizer: a Teologia da Libertação produziu uma revolução teológico-espiritual. Não houve muitas revoluções espirituais no Cristianismo. Mas sempre que elas ocorrem, se resignificam os principais conteúdos da fé, como assinalamos acima, emerge uma nova vitalidade e a mensagem cristã libera dimensões insuspeitadas, gerando vida e santidade.


É a primeira teologia histórica que nasceu na periferia do cristianismo e distante dos centros metropolitanos de pensamento. Ela denota uma maturação inegável das Igrejas-filhas que conseguem articular, com sua linguagem própria, a mensagem cristã, sem romper a unidade de fé e a comunhão com as Igrejas-mães.


Nunca na história do cristianismo os pobres ganharam tanta centralidade. Eles sempre estiveram ai na Igreja e foram destinatários dos cuidados da caridade cristã. Mas aqui se trata de um pobre diferente, que não quer apenas receber mas dar de sua fé e inteligência. Trata-se do pobre que pensa, que fala, que se organiza e que ajuda a construir um novo modelo de Igreja-rede-de-comunidades. Os pastores de estilo autoritário não temem o pobre que silencia e obedece. Mas tremem diante do pobre que pensa, fala e participa na definição de novos rumos para a comunidade. São cristãos com consciência de sua cidadania eclesial.


A irradiação da Teologia da Libertação alcançou o aparelho central da Igreja Católica, o Vaticano. Influenciadas pelos setores mais conservadores da própria Igreja latinoamericana e das elites políticas conservadoras, as instâncias doutrinárias sob o então Card. Joseph Ratzinger reagiram, em 1984 e 1986, com críticas contra a Teologia da Libertação.


Mas se bem repararmos, não se fazem condenações cerradas. Tais autoridades chamam a atenção para dois perigos que acossam este tipo de teologia: a redução da fé à política e o uso não-crítico de categorias marxistas. Perigos não são erros. Evitados, eles deixam o caminho aberto e nunca invalidam a coragem do pensamento criativo. Apesar das suspeitas e manipulações que se fizeram destes dois documentos oficiais, a Teologia da Libertação pôde continuar com sua obra.


Por esta razão entendemos que o Papa João Paulo II, com mais espírito pastoral que doutrinal, tenha enviado uma Mensagem ao Episcopado do Brasil no dia 6 de abril de 1986 na qual declara que esta a Teologia da Libertação, em condições de opressão, “não é somente útil mas também necessária”.


Mas sobre a figura do então Card. Joseph Ratzinger pesa uma acusação irremissivel, que seguramente passará negativamente para a história da teologia: a de ter-se revelado inimigo da inteligência dos pobres e de seus aliados e de ter condenado a primeira teologia surgida na periferia da Igreja e do mundo que conferia centralidade à dignidade dos oprimidos.


Efetivamente, proibiu que mais de cem teólogos de todo o Continente elaborassem uma coleção de 53 tomos- Teologia e Libertação – como subsídio a estudantes e a agentes de pastoral que atuavam na perspectiva dos pobres. Mais que um erro de governo, foi um delito contra a eclesialidade e um escárneo aos pobres pelos quais deverá responder diante de Deus. Também para ele vale o dito: na tarde sua vida, os pobres serão seus juizes dos quais esperamos que tenham para com o Cardeal mais misericórdia que severidade, diante de tanta ignorância e arrogância de quem se poderia esperar apoio entusiasmado e acompanhamento diligente.


Ao contrário, muitos teólogos foram postos por ele sob vigilância, advertidos, marginalizados em suas comunidades, acusados, proibidos de exercer o ministério da palavra, afastados de suas cátedras ou submetidos a processos doutrinários com “silêncio obsequioso”. Esta rigidez não dminuiu ao fazer-se Papa, mas continuou com renovado fervor. Et est videre miseriam.


A Teologia da Libertação devolveu dignidade e relevância à tarefa da Teologia. Conferiu-lhe um inegável caráter ético. Os teólogos desta corrente, sem renunciar ao estudo e à pesquisa, se associaram à vida e a causa dos condenados da Terra. No apoio a seus movimentos correram riscos. Muitos conheceram a prisão, a tortura e outros o martírio. Ousamos dizer que a Teologia da Libertação junto com a Igreja da Libertação que lhe subjaz é um dos poucos movimentos eclesiais que no século XX conheceu o martírio, curiosamente praticados por cristãos repressores, atingindo leigos e leigas, religosas e religiosos, pastores, teólogos e teólogas não poupando mesmo bispos como Dom Angelelli da Argentina e Dom Oscar Arnulfo Romero de El Salvador. É o sinal da verdade desta opção pelos pobres.


Por fim, a Teologia da Libertação chama as demais teologias à sua responsabilidade social no sentido de colaborarem na gestação de um mundo mais justo e fraterno. Sua missão não se esgota numa diligência ad intra, ao espaço eclesial. Se ela não quiser escapar da indiferença e do cinismo deve se deixar mover pelo grito dos oprimidos que sobe das entranhas da Terra. Poucos são os que escutam esse clamor. Uma teologia que silencia diante do tragédia dos milhõs de famélicos e condenados a morrer antes do tempo, não tem nada a dizer sobre Deus ao mundo.


7. A Teologia da Libertação como revolução cultural


Por fim, a Teologia não representou apenas uma revolução espiritual. Ela significou também uma revolução cultural. Contribuiu para que os pobres ganhassem visibilidade e consciência de suas opressões. Gestou cristãos que se fazeram cidadãos ativos e a partir de sua fé se empenharam em movimentos sociais, em sindicatos e em partidos no propósito de dar corpo a um sonho, que tem a ver com o sonho de Jesus, o de construir uma convivência social na qual o maior número possa participar e todos juntos possam forjar um futuro bom para a humanidade e para a natureza.


É mérito da Igreja da Libertação com sua Teologia da Libertação subjacente ter contribuido decididamente na construção do Partido dos Trabalhadores, do Movimento dos Sem Terra, do Conselho Indigenista Missionário, da Comissão da Pastoral da Terra, da Pastoral da Criança, dos Hansenianos e dos portadores do virus HIV que foram os instrumentos para praticar a libertação e assim realizar os bens do Reino. Aqui o cristianismo mostrou e mostra a primazia da ortopraxis sobre a ortodoxia e a importância maior das práticas sobre as prédicas.


Nascida na América Latina, esta teologia se expandiu por todo o terceiro mundo, na Africa, na Asia, especialmente naquelas Igrejas particulares que penetraram no universo dos pobres e oprimdos e em movimentos dos paises centrais ligados à solidariedade internacional e ao apoio às lutas dos oprimidos, na Europa e nos Estados Unidos. De forma natural, ela se associou ao Forum Social Mundial e encontrou lá visibilidade e espaço de contribuição às grandes causas vinculadas ao um outro mundo possível e necessário, articulando o discurso social com o discurso da fé.


Em todas as questões abordadas, a preocupação é sempre essa: como vai a caminhada dos pobres e dos oprimdos no mundo? Como avança o Reino com seus bens e que obstáculos encontra pela frente, vindos da própria instituição eclesial, não raro tardia em tomar posições e insensível aos problemas do homem da rua e aqueles derivados principalmente das estratégias dos poderosos, decididos em manter invisíveis e silenciados os oprimidos para continuarem sua perversa obra de acumulação e dominação.


8. O futuro da Teologia da Libertação


Que futuro tem e terá a Teologia da Libertação? Muitos pensam e lhe interessa pensar assim que ela é coisa dos anos 70 do século passado e que já perdeu atualidade e relevância. Só mentalidades cínicas podem alimentar tais desejos, totalmente alienadas com o que passa com o planeta Terra e com o destino dos pobres no mundo. O desafio central para o pensamento humanitário e para a Teologia da Libertação é exatamente o crescente aumento do número de pobres e o acelerado aquecimento global e a opressão dos pobres. Lamentavelmente, cada vez menos pessoas, grupos e igrejas estão dispostos a ouvir seu clamor canino que se dirige ao céu. Uma Igreja e uma teologia que se mostram insensíveis a esta paixão se colocam a quilômetros luz da herança de Jesus e da libertação que ele anunciou e antecipou.


A Teologia da Libertação não morreu. Ela é atualmente mais urgente do que quando surgiu no final dos anos 60 do século XX. Apenas ficou mais invisível pois saiu do foco das polêmicas que interessam a opinião pública. Enquanto existirem neste mundo pobres e oprimidos haverá pessoas, cristãos e Igrejas que farão suas as dores que afligem a pele dos pobres, suas as angústias que lhes entristecem a alma e seus os golpes que lhes atingem o coração. Estes atualizarão os sentimentos que Jesus teve para com a humanidade sofredora.


No contexto atual de degradação da Mãe Terra e da devastação continuada do sistema-vida, a Teologia da Libertação entendeu que dentro da opção pelos pobres deve incluir maximamente a opção pelo grande pobre que é o Planeta Terra.


Ele é vítima da mesma lógica que explora as pessoas, subjuga as classes, domina as nações e devasta a natureza. Ou nos libertamos desta lógica perversa ou ela nos poderá levar a uma catástrofe social e ecológica de dimensões apocalípticas, não excluída a possibilidade até da extinção da espécie humana. A inclusão desta problemática, quiça, a mais desafiante de nosso tempo, fez nascer uma vigorosa Ecoteologia da Libertação. Ela se soma a todas as demais iniciativas que se empenham por um outro paradigna de relação para com a natureza, com outro tipo de produção e com formas mais sóbrias e solidárias de consumo.


Que futuro tem a Teologia da Libertação? Ela tem o futuro que está reservado aos pobres e oprimidos. Enquanto estes persistirem há mil razões para que haja um pensamento rebelde, indignado e compassivo que se recusa aceitar tal crueldade e impiedade e se empenhará pela libertação integral.


Ela não terá lugar dentro do atual sistema capitalista, máquina produtora de pobreza e de opressão. Ela só poderá existir na forma de resistência, sob perseguições, difamações e martírios. Mesmo assim, porque nenhum sistema é absolutamente fechado, ela poderá colocar cunhas por onde o pobre e o oprimido construirão espaços de liberdade. Por isso, a Teologia da Libertação possui uma clara dimensão política: ela quer a mudança da sociedade para que nela se possam realizar os bens do Reino e os seres humanos possam conviver como cidadãos livre e participantes.



Que futuro tem a Teologia da Libertação denro do tipo de Igreja-instituição que possuimos? Mantido o atual sistema, cujo eixo estruturador é a sacra potestas, o poder sagrado, centralizado somente na hierarquia, ela só poderá ser uma teologia no cativeiro e relegada à marginalidade. Ela é disfuncional ao pensamento oficial e ao modo como a Igreja se organiza hierarquicamente: de um lado o corpo clerical que detém o poder sagrado, a palavra e a direção, e do outro, o corpo laical, sem poder, obrigado a ouvir e a obedecer. Na esteira do Concílio Vaticano II, a Teologia da Libertação se baseia num conceito de Igreja comunhão, rede de comunidades Povo de Deus e poder sagrado como serviço.


Esta visão de Igreja foi nos últimos decênios praticamente anulada por uma política curial de volta à grande disciplina e pelo reforço à estrutura hierárquica de orgnização eclesial.


Assim se fecharam as portas à conciliação tentada pelo Concílio Vaticano II entre Igreja Povo de Deus e Igreja Hierárquica, entre Igreja-poder e Igreja-comunhão. O difícil equilíbrio alcançado foi logo rompido ao se entender a comunhão como comunhão hierárquica, o que anula o conteúdo inovador deste conceito que supõe a participação equânime de todos e a hierarquia funcional de serviços e não a hiierarquia ontológica de poderes. A burocracia vaticana e os Papas Wojtyla e Ratzinger nterpretaram o Vaticano II à luz do Vaticano I centralizando novamente a Igreja ao redor do poder do Papa e esvaziando os poucos órgãos de colegialidade e participação.


Não devemos ocultar o fato de que ao optar pelo poder a Igreja institituição optou pelos que também têm poder, numa palavra, os ricos. Os pobres perderam centralidade. A eles está reservada a assistência e a caridade que nunca faltaram. Mas quem opta pelo poder fecha as portas e as janelas ao amor e à misericórdia. Lamentavelmente ocorreu com o atual modelo de Igreja, burocrático, frio e nas questões concernentes à sexualidade, a homoafetividade, à AIDS e ao divórcio, sem misericórdia e humanidade.


Nestas condições, não há como fazer uma Teologia da Libertação como um bem da Igreja local e universal que toma a sério a questão dos pobres e da justiça social. Ela subverte a ordem estabelecida das coisas. Seu destino será a deslegitimação e a perseguição. Não será exagero dizer que ela vive e viveu o seu mistério pascal: sempre rejeitada, sempre sepultada e também sempre de novo ressuscitada porque o clamor dos pobres não permite que ela morra.


Mas na Igreja instituição, apesar de suas graves limitações, sempre há pessoas, homens e mulheres, padres, religiosos e religiosas e bispos que se deixam tocar pelos crucificados da história e se abrem ao chamado do Cristo libertador. Não apenas socorrem os pobres mas se colocam do lado deles e com eles caminham buscando formas alternativas de viver e de expressar a fé.


Qual o futuro da Teologia da Libertação? Ecumênica desde seus inícios, ela vicejará naquelas Igrejas que se remetem ao Jesus dos evangelhos, àquele que proclamou benaventurados os pobres e que se encheu de compaixão pelo povo faminto e que, num gesto de libertação, multiplicou os pães e os peixes. Estas Igrejas ou porções delas, ousadamente mantem a opção pelos pobres contra a sua pobreza. Entenderão esta opção como um imperativo evangélico e a forma, talvez a mais convincente, de preservar o legado de Jesus e de atualizá-lo para os nossos tempos.


9.Onde encontrar hoje a Teologia da Libertação


Qual será o futuro da Teologia da Libertação? Está em seu presente. Ela continua viva e cresce, com caráter ecumênico, na leitura popular da Bíblia, nos círculos bíblicos, nas comunidades eclesiais de base, nas pastorais sociais, no movimento fé e política e nos trabalhos pastorais nas periferias das cidades e nos interiores do paises. Neste nivel e por sua natureza ecumênica e popular esta teologia, de certa forma, escapa da vigilância das autoridades doutrinárias.


Ela é a teologia adequada àquelas práticas que visam a transformação social e a gestação de um outro modo de habitar a Terra. Se alguém quiser encontrar a Teologia a Libertação não vá às faculdades e institutos de teologia. Ai encontrará fragmentos e poucos representantes. Mas vá às bases populares. Ai é seu lugar natural e ai viceja vigorosamente. Ela está reforçando o surgimento de um outro modelo de Igreja mais comunitário, evangélico, participativo, simples, dialogante, espiriual e encarnado nas culturas locais que lhe conferem um rosto da cor da população, em nosso caso, indio-negro-latinoamericano.


Alçando a vista numa perspectiva universal, tenho uma como que visão. Vejo a multidão de pobres, de mutilados, aqueles que o Apocalipse chama “de sobreviventes da grande tribulação” (7,14) cujas lágrimas são enxugadas pelo Cordeiro, organizados em pequenos grupos erguendo a bandeira do Evangelho eterno, da vida e da libertação. Seguidores do Servo sofredor e do Profeta perseguido e ressuscitado a eles está confiado o futuro do Cristianismo, disseminado no mundo globalizado em redes de comunidades, enraizado nas distintas culturas locais e com os rostos dos seres humanos concretos. Deixando para trás a pretensão de excepionalidade que tantas separações trouxe, se associarão a outras igrejas, religiões e caminhos espirituais no esforço de manter viva a chama sagrada da espiritualidade presente em cada pessoa humana.


Dentro deste tipo comunional e de mútua aceitação das diferentes igrejas, a Teologia da Libertação terá um lugar natural. Ela recolherá reflexivamente os esforços dos cristãos pelo resgate da dignidade dos pobres e da dignidade e dos direitos da Terra e animará a caminhada da humanidade rumo a um mundo que ainda não conhecemos mas que cremos estar alinhado àquele que Jesus sonhou.


Então, Teologia da Libertação terá cumprido a sua missão. Comprenderá que no binômio Teologia da Libertação, o decisivo não é a Teologia mas a Libertação real e histórica, porque esta e não aquela é um dos bens do Reino de Deus.


Leonardo Boff


Leonardo Boff, 1938, doutorado em teologia e filosofia, foi durante mais de 20 anos professor de teologia sistemática no Instituto Teológico Franciscano de Petrópolis e depois professor de ética, filosofia da religião e de ecologia filosófica na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Foi professor visitante em várias universidades estrangeiras e galardoado com vários dr.h.c. Escreveu mais de 80 livros nas várias áreas teológicas e humanísticas e sempre se entendeu no âmbito da Teologia da Libertação.







domingo, 31 de julho de 2011

Carta de apoio ao Grito dos Excluídos

Brasília, 12 de julho de 2011.




Carta de apoio ao Grito dos Excluídos



Irmãos e Irmãs!



A Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz - CNBB manifesta seu apoio ao Grito dos Excluídos Nacional, que se realiza em todos os Estados do nosso País, por ocasião das comemorações do dia da independência do Brasil.

O Grito dos Excluídos é um espaço democrático de mobilização popular nacional na Semana da Pátria, buscando construir um projeto popular para o Brasil. Neste ano tem como tema: Pela vida grita a terra... Por Direitos, todos nós!

Com os excluídos este evento pretende mobilizar pessoas, comunidades, Igrejas, religiões e sociedade para assumir o protagonismo na construção de alternativas que tragam a eles esperança e perspectivas de vida para as comunidades locais; promover a pluralidade e igualdade de direitos, bem como o respeito nas relações de gênero, raça e etnia; denunciar todas as formas de injustiça que, em nosso país, causam a destruição e a precarização da vida do povo e do Planeta.



Diante de situações de exclusão, Jesus defende os direitos dos fracos e o direito a uma vida digna para todo o ser humano. O compromisso com esta causa nos compromete no esforço de superação da exclusão em nosso país, participando da construção de uma sociedade justa, solidária e de cuidado da vida do planeta e do ser humana.





Dom Guilherme Werlang

Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para

O Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz



quarta-feira, 20 de julho de 2011

sábado, 16 de julho de 2011

Programa TV Nazaré



A Pastoral da Juventude da Arquidiocese de São Luis agradece a todas as pessoas que contribuiram conosco para o sucesso deste programa.



Para que ele seja cada vez mais enriquecedor convida você para participar da Comissão de Comunicação da PJ.



Venha participar conosco !



Caso queira divulgar e informar eventos/ atividades o espaço está disponível para seu grupo

sexta-feira, 8 de julho de 2011

4º Encontro Estadual de Base da PJ do Maranhão

Diocese de Coroatá sedia 4º Encontro Estadual de Base da PJ do Maranhão




Será realizado entre os dias 8 a 10 de julho, na cidade de Coroatá, o 4º Encontro Estadual de Base da PJ do Maranhão, com o tema “PJ: Profetismo e Missão” e lema “Jovens na trilha do processo de educação na fé”. O encontro tem o objetivo de olhar para a experiência dos grupos a partir das primeiras comunidades valorizando seus atos e sua missão junto aos/às jovens e adolescentes maranhenses apresentando Jesus Cristo como modelo de vida e missão.



O encontro contará com três grandes plenárias para troca de experiências da vida dos grupos de base e mantendo a tradição terá um momento de missão dos/as jovens, que neste encontro está sendo chamado de acampamento missionário.



Contará com a presença do bispo responsável pela juventude no Maranhão e membro da Comissão Episcopal Pastoral da Juventude (CNBB), Dom Vilssom Basso, e com a assessoria do Pe. Wander Torres, da Comissão Nacional de Assessores/as da PJ.



Cada uma das doze dioceses do Regional Nordeste 5 (Maranhão) terá direito a enviar cinqüenta jovens dos grupos de Pastoral da Juventude, sendo que é permitida também a participação de jovens de outras pastorais ou movimentos juvenis da Igreja.



O Encontro Estadual de Base se propõe a reunir os grupos de jovens do Maranhão, através de seus representantes para uma troca de experiências viva e efetiva na construção de uma juventude protagonista de sua própria história. O mesmo anima a caminhada dos grupos no Maranhão desde 2002, como pode ser conferido nesta memória.


Fonte: Secretaria Regional da PJ



Encontros Estaduais de Base da PJ do Maranhão

Memória dos Encontros Estaduais de Base da PJ do Maranhão




1º Encontro Estadual da PJ



• Tema: “Nossos grupos: alimento dos sonhos, construção do novo, eis a nossa missão!”

• Data: 7 a 9 de junho de 2002.

• Cidade: Santa Inês



O encontro contou com a participação de cerca de 600 jovens, que refletiram sobre a formação, a ação e a espiritualidade da PJ, com assessoria do então secretário nacional da PJB, Clemildo Sá, do Pe. Vilsom Basso e de Lourdes Silva (Pastoral da Comunicação – CNBB/NE 5). Na manhã do dia 9, os/as jovens realizaram a bonita experiência da missão nas comunidades adjacentes ao local do encontro (colégio CAIC) e encerraram o mesmo com uma romaria até a cidade de Pindaré-Mirim, distante 10 km de Santa Inês, fazendo memória da 1ª Romaria da Juventude realizada em 1992 no trajeto inverso. Vale observar que o mesmo se chamava “Encontro Estadual da PJ”.



2º Encontro Estadual de Base



• Tema: “Base organizada, PJ transformada”

• Lema: “A PJ em ação com a base em missão”

• Data: 15 a 17 de julho de 2005.

• Cidade: São Luís



O evento, que passa a se chamar Encontro Estadual de Base, refletiu sobre a organização dos grupos de base e objetivou envolver as bases na caminhada do regional; motivar as bases na sua caminhada como PJ; trocar experiências e vivenciar um momento forte dentro da identidade da PJ e do ser cristão. A reflexão se deu através de doze oficinas temáticas nas quais os/as cerca de 450 jovens participaram. Na manhã do dia 17 os/as participantes se deslocaram do colégio Marista para fazerem a experiência da missão em dez comunidades da paróquia do Anil, onde a PJ de São Luís havia realizado a sua 2ª Missão Jovem um ano antes. De lá seguiram em romaria até a Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na Cohab, onde foram feitos o encerramento do encontro e o envio dos/as jovens para suas dioceses.



3º Encontro Estadual de Base



• Tema: “Evangelização da Juventude”

• Lema: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho” (Mc 16,15)

• Data: 18 a 20 de julho de 2008.

• Cidade: Imperatriz



O encontro aconteceu na paróquia Cristo Salvador e as reflexões aconteceram a partir de várias oficinas temáticas, como Missão Jovem, Afetividade e Sexualidade, História da PJ, Políticas Públicas, Biodança, Dinâmicas, entre outras. Na manhã do último dia os/as jovens realizaram uma mini-Missão Jovem que se encerrou com uma concentração na Praça de Fátima, de onde os/as jovens realizaram uma grande caminhada de volta à paróquia Cristo Salvador, onde foi realizada a Celebração Eucarística de encerramento do Encontro. O mesmo contou com a presença e assessoria de Raquel Pullita, que fazia parte da Comissão Nacional de Assessores/as da PJ, e de Hildete Emanuele, então Secretária Nacional da PJ. A noite cultural contou com o lançamento do primeiro CD da banda Flor de Mandacaru, composta por jovens pejoteiros/as da cidade de Imperatriz.







Joilson José Costa

Fonte: Livro “Fincando o pé e fazendo história – 20 anos da PJ na Arquidiocese de São Luís”

quarta-feira, 27 de abril de 2011

SEMANA DA CIDADANIA - SÃO LUÍS




SEMANA DA CIDADANIA - SÃO LUÍS

ATIVIDADES ORGANIZADAS PELA COORDENAÇÃO DA PJ DE SÃO LUÍS...

SEMINÁRIO DURANTE A SEMANA DA CIDADANIA NA PARÓQUIA SANTA TEREZINHA - FILIPINHO




 II QUERMESSE CIDADÃ NA PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO - ANIL





quarta-feira, 6 de abril de 2011

História da PJ

Conheça um pouco da História da Pastoral da Juventude, nesse pequeno texto terá um conhecimento geral de como ela surgiu.

Como Surgiu a PJ?




A Pastoral da Juventude é do Brasil é herdeira de uma história que vem sendo vivida no Brasil desde os anos de 1930 com a chamada Ação Católica Geral.

A Ação católica “era o espaço de participação organizada dos leigos católicos no apostolado hierárquico da igreja, para a difusão e atuação dos princípios cristãos na vida pessoal, familiar e social”.

No Brasil, a Ação Católica foi marcada por dois momentos distintos:

a) A Ação Católica Geral (1932 a 1950) – ACG

b) A Ação Católica especializada (1950 a 1966) – ACE



Movimentos de Juventude

Surgiu na década de 1970 com os chamados Movimentos de Encontros, estes movimentos reuniam jovens para encontros de fim de semana, usando uma metodologia que se inspirava nos Cursilhos de Cristandade, movimento para adultos que nasceu na Espanha.



Tipos de movimentos:

a) Movimentos Nacionais: Ligados a instituições religiosas com estrutura bastante rígida. Ex.: TLC - Jesuítas, encontro de jovens Construindo-Salesianos, EJC – Redentoristas, Cenáculo, Shalom, Emaús, outros.

b) Movimentos Internacionais: Jovens de classe média. Ex.: GEN – Folcolares, renovação Carismática, JUFRA e outros.



Organização da Pastoral da Juventude


Em 1968, a Conferência Episcopal em Medellin assume a criação da Pastoral da Juventude a partir dos jovens. No Brasil, o primeiro regional a ter uma organização de Pastoral da Juventude é o Sul 1.




Etapas na organização da Pastoral da Juventude:

1. Primeiras articulações (1973 - 1983).

2. Elaboração teórica (1984 - 1989).

3. Avaliar para avançar (1990 - 1995).

4. Missão (a partir de l995).



1. Etapa das primeiras articulações (1973-1983):

• Em 1973, no Rio de Janeiro aconteceu o 1º Encontro Nacional da PJ.

• Em 1976, também no Rio de Janeiro, aconteceu o 2º Encontro Nacional da PJ. Estes dois primeiros encontros reuniram pessoas com prática de PJ, para refletir a situação e buscar caminhos de organização.

• Em 1978 aconteceu o 3º Encontro Nacional da PJ, em Brasília, e este foi o início da organização.

• Em 1978, no Nordeste surge a Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP).

• Em 1982 começa a se formar a Pastoral da Juventude Estudantil (PJE), em Goiânia.

• Em 1983 surge a Pastoral da Juventude Rural (PJR), no Rio Grande do Sul.

• Também em 1983 é criado o Setor Juventude da CNBB que tem a missão de animar a PJ, PJR, PJMP e PJE e a relação com as congregações e movimentos juvenis.



2. Etapa da elaboração teórica (1984-1989):

Destacam-se nesta etapa os seminários nacionais, que tiveram como temas:

• 1985: Fé e Militância Política.

• 1986: Afetividade e Militância Política.

• 1987: Espiritualidade e Afetividade.

• 1987: Dimensões da Formação Integral (personalização, integração, conscientização política, capacitação técnica, dimensão teológico-teologal).

A partir deste ano, os Encontros Nacionais passam a se chamar Assembléias Nacionais.

• 1988: Vivência eclesial do jovem.

• 1989: Planejamento Pastoral.

Neste ano, a 8ª Assembléia Nacional aprovou a criação da Secretaria Nacional da PJ, para articular o trabalho das quatro PJ’s.



Neste período destaca-se também a criação da Comissão Nacional de Assessores da PJ (CNPJ) em 1984. A organização do Ano Internacional da Juventude no Brasil em 1985. E o lançamento do livro “Sim à Civilização do Amor” - diretrizes para uma PJ Latino-americana, em 1987, resultado dos trabalhos dos encontros latino-americanos com as coordenações nacionais da pastoral da juventude, promovidos pela Seção Juventude-CELAM. Neste período nasce também a coleção “Cadernos de Estudos da Pastoral da Juventude do Brasil”.



3. Etapa de avaliar para avançar (1990-1995):

Pode-se arriscar em dizer que essa foi a fase da adolescência da PJ Orgânica, pois foi um período de crises e discussões a respeito da identidade de cada uma das PJ’s. A partir da 11ª Assembléia Nacional da PJ, realizada em 1995, fica definido que cada PJ se organizaria segundo sua especificidade e a nomenclatura da organização conjunta passaria a ser Pastoral da Juventude do Brasil (PJB).



Foi também a 11ª Assembléia que assumiu e definiu os três grandes eixos da PJ: Ação, Formação e Espiritualidade, já apontados pela 10ª Assembléia, em 1993.



Dois fatos importantes ocorridos neste período foram a Campanha da Fraternidade sobre Juventude e o I Congresso Latino Americano de Jovens, realizado em Cochabamba, na Bolívia, ambos no ano de 1992.



4. Etapa da Missão (a partir de 1995):

Com o surgimento da PJB, a partir de 1998 passou-se a realizar as ANPJB’s: a 12ª, em 1998; a 13ª em 2001; a 14ª em 2004 e a 15ª em 2008. Todas as assembléias confirmaram os três eixos assumidos em 1995 e a partir da 14ª acrescentaram-se outras linhas de ação.



Secretários/as Nacionais da PJB:

1. Daniel Seidel, do Espirito Santo, Arquidiocese de Vitória (1989 a 1993).

2. Sandra Procópio da Silva, do Mato Grosso do Sul (1993 a 1996).

3. Francisco de Araújo Vasconcelos Filho, do Amazonas (1996 a 1998).

4. Rosilene Wansetto, do Rio Grande do Sul (1998 a 2001).

5. Clemildo Sá, do Acre (2002 a 2004).

6. Silvano Silvero da Silva, de Santa Catarina (2004 a 2008).

7. Maria Aparecida, da Bahia (2008).



Assessores/as Nacionais da PJB:

1. Pe. Hilário Dick (1981 a 1983).

2. Pe. Jorge Boran (1983 a 1990).

3. Pe. Florisvaldo Saurin Orlando (1990 a 1994).

4. Pe. Vilsom Basso (1994 a 1998).

5. Carmem Lúcia Teixeira (1998 a 2003).

6. Ir. Ângela Maria Falchetto (2003 a 2006).

7. Pe. Gisley Azevedo Gomes (a partir de 2007).



Apenas a partir de 2001 a Pastoral da Juventude (PJ) passa a ter, de fato, um espaço próprio de deliberação nacional e se organizar de forma mais independente em relação ao conjunto da PJB.



Vale dizer também que no dia 8 de dezembro de 2008 o Setor Juventude da CNBB enviou carta a todos os bispos do Brasil comunicando a extinção da estrutura da PJB, ficando a partir de então todas as quatro PJ’s ligadas diretamente a este Setor Juventude.



Encontros Nacionais da PJ:

1º Encontro Nacional, Pontalina – GO, janeiro de 1994.

2º Encontro Nacional, Goiânia – GO, julho de 1994.

3º Encontro Nacional, Campo Grande – MS, março de 1995.

4º Encontro Nacional, Divinópolis – MG, julho de 1996.

5º Encontro Nacional, Salvador – BA, janeiro de 1998.

6º Encontro Nacional, Cuiabá – MT, janeiro de 2000.

7º Encontro Nacional, Ananindeua, PA, janeiro de 2003.

8º Encontro Nacional, Campinas – SP, janeiro de 2006.

9º Encontro Nacional, Natal – RN, janeiro de 2009.



É importante não confundir estes encontros com os realizados a partir de 1973. Os encontros iniciados em 1994 nasceram no contexto de discussão a respeito da identidade das PJ’s, enquanto os primeiros depois se transformaram nas Assembléias Nacionais.



Ampliadas Nacionais da PJ:

1. Ampliada Nacional de São Luis (MA), em janeiro de 2001.

2. Ampliada Nacional de Vitória (ES), em janeiro de 2004.

3. Ampliada Nacional de Salgado (SE), em janeiro de 2005.

4. Ampliada Nacional de Palmas (TO), em janeiro de 2008.

5. Ampliada Nacional de Imperatriz (MA), em em janeiro de 2011



Secretárias Nacionais da PJ:

1. Elen Linth Dantas, do estado do Amazonas (2005 a 2008).

2. Hildete Emanuele, do estado da Bahia (a partir de 2008).

3. Francisco (thesco), a partir de 2011.


 

Inicialmente diante de uma realidade tão diversa do território brasileiro, achando difícil uma articulação nacional, optou-se pela organização em blocos:

Norte, Sul, Leste, Nordeste e Extremo Oeste.

Em 1978, no Nordeste surge a Pastoral da Juventude do meio Popular (PJMP)

Em 1982 começa a se formar a pastoral da Juventude Estudantil (PJE) em Goiânia.

Em 1983 surge a Pastoral da Juventude Rural (PJR), no Rio Grande do Sul.

Em 1983, é criado o Setor Juventude da CNBB com a finalidade de animar a PJ, PJR, PJM, e PJE.





O que é Pastoral da Juventude



É a ação Evangelizadora da Igreja junto aos jovens. Portanto é jovem evangelizando outro jovem.

A missão é o que dá vida e sentido para a PJ. É o nosso agir concreto de jovens que participamos da Comunidade Eclesial, que damos testemunho de nossa fé, inspirados (as) na pessoa e proposta de Jesus Cristo e animados (as) pelo Espírito santo.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Encontro da Forania São Judas Tadeu



Ótima iniciativa da Forania São Judas Tadeu que dia 27 de março do corrente ano organizou um encontro para os jovens que compõe as Paróquias desta Forania. O encontro aconteceu na Paróquia do Espírito Santo no bairro do Parque Timbira e os eixos de formação foram a História da PJ e Militancia. O jovens foram dividos para o estudo dos temas ficando os jovens iniciantes para a História da PJ com Zeny Pinheiro que faz parte da Equipe de Assessores/as da Arquidiocese de São Luís, e os militantes com Delson (militante da Paróquia da Glória). 



Os jovens estão em equipes para apresentarem a História da PJ





Após o trabalho em equipe a apresentação foi bem diversificada com: paródias, teatro, músicas, jornais, tudo bem bolado.




Parabéns a coordenação da Forania por esta iniciativa.

Assembléia da Forania São Judas Tadeu

Jovens em oração


apresentação dos jovens, usando a teia

cochicho sobre a formação com o tema missão


assessora expondo o tema

trabalho de equipe sobre a realidade das paróquias

apresentação sobre a realidade da Paróquia da Glória.

Apresentação sobre a realidade da Paróquia Espírito Santo.

Apresentação sobre a realidade da Paróquia Santa Terezinha.

Apresentação da realidade Paróquia Nossa Senhora da Conceição.

Este encontro serviu de mine assembléia para reverem as situações das Paróquias e fazer planejamento, ele aconteceu na Paróquia Espírito Santo no bairro Parque Timbira.

fotos do retiro Paróquia Espirito Santo- durante o carnaval





sexta-feira, 11 de março de 2011

Retiro durante o carnaval - Realização Pastoral da Juventude da Paróquia Espírito Santo do bairro Alto Timbira

Estiveram reunidos vinte e cinco jovens nos dias 04,05,06 de março, período carnavalesco, para refletirem sobre a Palavra de Deus, Louvar ao Senhor e refletirem sobre suas ações juvenis.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Fevereiro Sem Carnaval

Pe. Alfredo J. Gonçalves, CS



Janeiro finda, abre-se fevereiro. Mês do carnaval, festa que, neste ano, será adiada para março. O início de fevereiro, entretanto, marca o retorno das atividades nos poderes legislativo e judiciário, ao passo que o executivo já conta com 30 dias de agitação febril e de disputas de bastidores. Com seus salários engordados em mais de 60%, os políticos voltam a ocupar o cenário do Planalto Central.



Em pauta, assuntos prementes nas três casas: Congresso Nacional, Tribunal Superior e Palácio do Planalto. Determinados temas são espinhosos, alguns absolutamente inadiáveis e outros recheados de ideologia e moralismo. Por onde começar? É com esta pergunta na garupa que poderíamos galopar com maior aceleração para um sistema democrático mais aberto e participativo.



O instrumento privilegiado, neste caso, é a consulta direta à população. No final da década de 1990 e início da década de 2010, um conjunto de movimentos populares, organizações não governamentais e pastorais sociais promoveram vários plebiscitos: sobre a questão da dívida externa, sobre a aprovação ou não da Alca, sobre a privatização da Vale do Rio Doce. Tais iniciativas resultavam da reflexão acumulada pelo processo das quatro Semanas Sociais Brasileiras (SSB), o qual, desencadeado no começo dos anos 90, acabou entrado pela década seguinte.



Talvez a expressão mais viva e criativa de todo esse processo de aprofundamento da realidade brasileira seja o Grito dos Excluídos, em suas versões nacional e continental. Surgido no decorrer da 2º SSB, em setembro de 1995, até os dias atuais se mantém alerta aos clamores que brotam dos porões e grotões mais sórdidos da sociedade brasileira. Mescla de luta e de festa, de lágrima e de riso, não deixa de ser um quadro a cores da cultura nacional, onde se misturam e se entrelaçam a dor e a esperança, o sonho e a busca, a resistência e a teimosia. Igualmente significativas são a Campanha Jubileu Sul, as Assembleias Populares e a parceria com o Fórum Social Mundial.



Nem precisaria acrescentar que os debates das Semanas Sociais e dos Plebiscitos, não raro combinados com as manifestações do Grito, levaram às ruas mais de 10 milhões de cidadãos. Estenderam-se praticamente a todos os estados da União, semeando urnas em praticamente todos os municípios do território nacional. Além disso, contaram com o trabalho de mais de 120 mil lideranças e agentes, grande parte em caráter voluntário, o que dá uma idéia das forças vivas e ativas da nação.



Por que iniciativas desse gênero, desenvolvidas com sucesso na planície, e legitimadas pela Constituição Brasileira, não despertam interesse no Planalto Central? Ao contrário, muitas vezes são vistas com precaução e temor, para não falar da indiferença ou da perseguição, por exemplo, do então Ministro da Fazenda do governo Fernando Henrique Cardoso, Pedro Malan? Nem mesmo no tempo de Lula a consulta direta às bases ganhou maior espaço. O medo de abrir um canal de participação às organizações populares traz embutido o receio de que a janela se amplie demasiadamente. Numa palavra, a ojeriza em abrir o palco à ação popular reflete, nada mais e nada menos, o temor de uma verdadeira democracia.



Não bastam os Conselhos Municipais, se eles acabam sendo controlados pelos representantes do poder local. Também não basta o ato de votar nas eleições, se estas são previamente marcadas pela força de quem tem mais dinheiro e influência. Tampouco bastam os plebiscitos, se seus resultados caem no indiferentismo mórbido das autoridades. O desafio é a criação de novos instrumentos e mecanismos de controle popular, seja quanto às decisões políticas e judiciárias, seja quanto ao destino do erário público, seja, enfim, quanto ao “que”, ao “como” e ao “para quem” produzir, comercializar e/ou consumir.



Será tão difícil, complicado e perigoso organizar consultas regulares à população? Não é prática comum em determinados países, como Suécia, Dinamarca, Noruega, etc.? Talvez o uso das urnas eletrônicas acabe se tornando um empecilho a esse tipo de consulta. Se o caso é esse, não valeria a pena sacrificar a tecnologia de ponta em favor da participação efetiva, voltando às cédulas antigas? Para mim a resposta é sim, contanto que se pudesse acrescentar ao mero apertar de botões com os números dos respectivos candidatos, questões sobre a educação, a saúde, o meio ambiente, os transportes públicos, a segurança, entre outras. Sobre tais plebiscitos poder-se-íam organizar políticas públicas com maior base de sustentação e, consequentemente, de aceitação popular.



O que está em jogo é a relação entre os eleitores e seus representantes democráticos. Ou, metaforicamente, entre o “vale de lágrimas da planície” e o “trem da alegria” do planalto. Mais do que correntes de transmissão, parece haver interruptores invisíveis separando os dois pólos. O diálogo possível foi há muito substituído pelo monólogo do poder centralizado e autoritário. Os canais de acesso ou estão interrompidos ou, o que é pior, necessitam de padrinhos e gorjetas para serem reabertos. E assim seguimos em vias paralelas: os extraterrestres do planalto, do alto de seus tronos, quase imortais, parecem cegos e surdos às inquietudes e problemas que atormentam os simples terráqueos, pobres mortais que, gota a gota vão perdendo filhos, esperanças e a confiança nas autoridades (ir)responsáveis.